O Mal Humano

MHBANNER

Clique em cada temporada para ver os episódios disponíveis e como os obter.

Temporada 0

Para ficar a par das novidades sobre esta e outras histórias, por favor deixe o seu e-mail.

ou envie um email para omalhumano@gmail.com, com o assunto MHPR.



Em princípio,

Quando escrevi a introdução à primeira história desta série literária (A Arca), acreditei que tinha dito tudo o que havia a dizer sobre as origens deste projecto. E de facto disse muita coisa sobre como é que este projecto surgiu e ressurgiu e cresceu para lá do que eu estava à espera, mas deixei de fora um outro aspecto não menos importante: o porquê de ter sido escolhido.

Tenho a sorte de não me poder queixar de falta de ideias (bem pelo contrário), se bem que às vezes se torna difícil escolher a melhor ideia para trabalhar. Em parte porque isso de ser a melhor é muito subjectivo, mas sobretudo  porque o entusiasmo com que me dedico a algo nunca é constante. Pensar é fácil, executar é difícil e mais difícil se torna quando se tem de lutar contra a falta de tempo, a inevitável preguiça e a novidade de novas ideias tão mais interessantes e estimulantes.

O Mal Humano surgiu em mim há treze anos. São várias as interpretações que se podem fazer desta frase. Para mim significa uma de duas coisas: que a ideia é mesmo boa, ou que eu sou alguém que não percebe quando é que é o momento de passar à frente. Por enquanto estou entusiasmado e enquanto assim for só passarei à frente quando a última página desta história estiver escrita. (O que não invalida a existência de um interregno ou outro, só para desanuviar.)

IMG_2029

nada se repete, tudo é novo,

Adoro universos partilhados. Para quem, como eu, cresceu a ler comics, é interessante olhar para esses mundos e perceber como é que o Homem-Aranha está relacionado com os Vingadores e os Vingadores com os X-Men, como é que a morte de um personagem tem repercussão em tantas outras histórias. Sempre quis fazer algo do género, primeiro de forma inconsciente, depois mais assumido.

Existe uma ligação muito forte entre as histórias de O Mal Humano e outras histórias, algumas das quais minhas, outras não. Para não estragar o prazer da descoberta a ninguém, deixarei que seja o leitor a detectar esses momentos. Existem, no entanto, três excepções que me permitirei revelar porque são também pontos de partida (e dizer que existe um ligação não é o mesmo que dizer qual).

A Imagem
Na recta final deste meu segundo romance há um evento que tem uma relação directa com a história de A Arca, bem como com todo O Mal Humano e outros projectos. É um momento que estabelece e explica uma série de situações que irão acontecer, por isso era impossível não o mencionar.

Condutores de almas
Já disse que gosto de universos partilhados? E crossovers? Isso então…
A minha amiga Elsa Leal, do grupo Polícia Bom, Polícia Mau, escreveu uma história intitulada Condutores de Almas (podem descarregá-la aqui). Com a devida permissão, peguei nessa história com a intenção de recontá-la sob outro ponto de vista e acabei por encontrar novas formas de enriquecer o meu próprio universo.

O Último
Quase tão antigo como O Mal Humano (se não for mais), O Último é um projecto que será assinado pelo Ricardo Neves, um dos protagonistas de Um Cappuccino Vermelho e de A Imagem. Mais detalhes sobre este projecto podem ser lidos aqui.

Intersecções
João Dias Martins, outro dos protagonistas de Um Cappuccino Vermelho e de A Imagem é o autor deste projecto. Há uma grande semelhança de termos entre o título desta série (Intersecções) e o título da série que engloba Um Cappuccino Vermelho e A imagem, entre outras histórias (A intersecção). A semelhança surgiu um pouco acidentalmente, mas a decisão de manter assim foi deliberada por razões que se tornarão claras no decorrer da história.
Mais detalhes sobre este projecto podem ser lidos aqui.

IMG_2082

… mas e o fim?

Há um momento que define o que é estar no bom caminho do desenvolvimento de uma história. Para mim é o momento mais crucial, pois é o que define a continuidade do projecto. O ponto de partida pode ter sido bom, pode ter despoletado várias questões, várias hipóteses de enredo, mas é quando descubro o final que tudo começa realmente a fazer sentido.

Descobrir o final não é o mesmo que escrever o final – a essa parte ainda não cheguei – mas ajuda a lá chegar. É como estar à deriva em alto-mar e avistar uma ilha no horizonte: não sei que perigos lá há, mas quero chegar lá, não importa como.

Quando escrevi na minha mente o final de O Mal Humano estava ainda numa fase muito embrionária do projecto (creio que ainda só tinha escrito dois dos seis prólogos que servirão de introdução ao universo e seus personagens), na qual ainda mal havia descoberto os personagens, não compreendia as suas motivações, medos, objectivos, etc.

Ter um final em mente não significa ter um final definitivo. Assim como gosto de ter um bom ponto de partida, também gosto de ter um ponto de chegada, ainda que seja apenas uma ideia abstracta que se vai concretizando à medida que me vou aproximando. É uma viagem que pode parecer curta, mas boa parte das vezes o sacana do horizonte tende a afastar-se.

IMG_2115

Então e a história? E as pessoas?

O Mal Humano decorre no mesmo universo fictício de Um Cappuccino Vermelho e de A Imagem. Faço questão de sublinhar este lado fictício pois este não se resume apenas a pessoas e locais, mas também a eventos, protocolos, procedimentos e, em alguns casos, leis da Física.

Ao longo de vários episódios acompanharemos os cinco elementos de uma Brigada de elite, dedicada à investigação de Crimes Macabros. Existe uma história de fundo, que tem início em A Arca, repercute-se em outros prólogos, desenvolve-se no decorrer da série e conclui no desfecho da mesma. Este enredo afectará a vida de todos os personagens, em particular de um chamado André Lopes, embora cada um tenha direito à sua própria história. Comecemos pelo nome já mencionado: André Lopes.

André Lopes
5 de Fevereiro de 1976
Licenciado em Direito, com Pós-Graduação em Ciências Criminais e Investigação Forense

André Lopes é um dos mais jovens e competentes inspectores da Polícia de Investigação Nacional, tendo a maior percentagem de casos encerrados. Apesar disso, André sente que não tem o respeito que merece, pois está sempre a ser comparado com o pai, Dinis Lopes, uma lenda dentro da Polícia de Investigação Nacional. Durante a investigação de um caso, André é convidado a fazer parte da BCM (Brigada de Crimes Macabros), uma equipa dedicada à investigação de crimes macabros e sobrenaturais fundada pelo seu pai. André desconfia que a resposta ao mistério da morte do seu pai está naquele mundo e decide aceitar.
Primeira aparição (como protagonista): O Mal Humano 0.1: Selecção

 

Fernando Pinto
2 de Abril de 1949
Doutorado em História das Religiões, franco-atirador no Exército e instrutor de tiro na Polícia de Investigação Nacional (PIN)

Dinis Lopes fundou a BCM, mas foi Fernando Pinto, colega de Faculdade, parceiro de combate na Guerra do Anapatistão, amigo de longa data e padrinho de André, quem ajudou a definir os parâmetros pelos quais ela se regeria. Após a morte de Dinis, Fernando manteve um olhar atento ao percurso de André. Em parte para cumprir a promessa que fez ao pai dele, mas também para se assegurar que o filho não vai pelo mesmo caminho. Para a maioria dos colegas, Dinis Lopes morreu um herói. Fernando sabe que a verdade é outra e tudo fará para que ninguém mais a saiba.
Primeira aparição (como personagem secundário): O Mal Humano 0.1: Selecção
Primeira aparição (como protagonista): O Mal Humano 0.2: Apreensão

 

Catarina Beja
18 de Outubro de 1980
Licenciada em História da Arte, com Pós-Graduação em Arte Religiosa e Simbologia.

Apesar de ser a mais jovem elemento da BCM, Catarina já testemunhou e viveu mais horrores do que outros membros bem mais experientes. Seleccionada directamente por Fernando, ela tenta exorcizar os demónios do seu passado combatendo o mesmo tipo de mal no presente. Catarina é oriunda do concelho de Cabeçais de Baixo, perto de São Pedro do Sul, uma terra com uma forte tradição arcana, cujos costumes moldaram a sua infância e juventude de forma trágica. Há muito que ela deixou esse mundo para trás, convencida que não havia lá mais nada a não ser más memórias e dor, mas eventualmente descobre que fugir do passado não significa escapar do mesmo.
Primeira aparição (como protagonista): O Mal Humano 0.3: Contenção

 

Hélder Rocha
8 de Maio de 1955
Doutorado em Antropologia Forense

Após a morte de Dinis Lopes, Hélder Rocha foi a primeira pessoa a ser convidada para a BCM. No entanto, anos antes desse convite ser feito, ele já havia colaborado em diversas ocasiões como consultor. É muito competente no que faz, mas essa competência às vezes transforma-se em arrogância.  Além de Fernando, a única pessoa na brigada por quem Hélder tinha respeito e estima era Ascânio Simões, de quem era amigo há vários anos. A morte de Simões no início da série deixa Hélder algo desamparado. Procurando um meio de ultrapassar a morte do amigo, Hélder decide pegar nos casos que ele deixou pendente e acaba por descobrir uma relação entre um deles e um outro caso investigado por Fernando e ele há muitos anos.
Primeira aparição (referência): O Mal Humano 0.3: Contenção
Primeira aparição (como protagonista): O Mal Humano 0.4: Distribuição

 

Sara Rebelo
28 de Outubro de 1978
Licenciada em Psicologia, com Mestrado em Criminologia Forense pela Universidade de São Paulo

Durante uma operação secreta da Polícia Federal de São Paulo numa bôite em Osasco, uma intervenção da polícia local acaba com o disfarce de Sara, assim como com as poucas hipóteses de descobrir o paradeiro de várias mulheres desaparecidas. Quando se torna claro que a sua própria companheira, Eriana, poderá ser uma das vítimas, Sara decide violar todas as regras e ajudar um dos detidos a fugir, de modo a que este a leve ao local para onde foram levadas as vítimas. Lá ela descobre indícios inconclusivos de que Eriana foi devorada viva após sofrer horríveis torturas. O caso é encerrado e as vítimas libertadas, mas Sara acredita que o mal que ali existia não desapareceu, apenas mudou de sítio. Quando recebe um convite para fazer parte de uma Brigada de Crimes Macabros em Portugal, Sara não fica muito interessada, mas tudo muda quando percebe que pode estar aí a resposta para saber o que aconteceu a Eriana.
Primeira aparição (como protagonista): O Mal Humano 0.5: Deflagração

MH brevemente

O que ficou por dizer

Da minha parte está tudo dito, mas fica aqui aberta a porta às vossas perguntas. Todas serão respondidas, umas neste espaço, outras ao longo da série.

Joel G. Gomes

 

Guardar

Guardar

Guardar

Guardar

Guardar

Guardar

Guardar

Se não for pedir muito, deixe a sua opinião

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s