ACEITAÇÃO: SINOPSE COMENTADA

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UM CASO POR ENCERRAR

Após a morte do seu parceiro de equipa(1), o inspector Hélder Rocha resolve tomar conta do seu último caso(2) e apurar porque é que não foi dado como encerrado.

(1) Trata-se de Ascânio Simões (os pais estavam desavindos), mais conhecido por Agente Simões ou Inspector Simões, consoante a história. Já foi mencionado em várias histórias, deste e doutros projectos, mas apareceu poucas vezes. As excepções (até à data) vão estar nas histórias: INTERSECÇÕES 0.4: FRAGMENTOS – LAURÉNIO e O ÚLTIMO 0.0: POR UMA FRACÇÃO, onde terá um papel de destaque.

(2) Trata-se do caso de Ana Braz, a mulher encontrada morta numa arca frigorífica muito especial. Ver O MAL HUMANO 0.0: A ARCA e O MAL HUMANO 0.1: SELECÇÃO, entre outros.

UM REGRESSO AO PASSADO

Antes que tenha tempo de começar, é obrigado a viajar até Évora, onde um caso pendente(3) há quase vinte anos acaba de ter novos desenvolvimentos.

(3) Trata-se do mesmo caso com que Catarina Beja se depara ao fazer uma pesquisa sobre um determinado símbolo encontrado em Cabeçais de Baixo. Ver O MAL HUMANO 0.3: CONTENÇÃO e CONDUTORES DE ALMAS, de Elsa Leal (a história que serviu de ponto de partida a CONTENÇÃO).

UM ERRO PROVIDENCIAL

Pressionado para dar prioridade ao caso de Évora, Hélder tenta conduzir a investigação ao caso de Simões no seu tempo livre. Quando a única pista que possui no primeiro caso o leva a um terreno abandonado(4) na Margem Sul, receia ter chegado a um impasse. Forçado a pedir ajuda, eis que uma distracção acaba por revelar uma ligação inesperada entre ambos os casos.

(4) Este terreno está relacionado com a empresa LIBERAT, gerida por Sérgio Ramos, um dos alvos de Ricardo Neves em UM CAPPUCCINO VERMELHO. No conto O ATRASO é mencionada (implicitamente) a sua destruição.

O MAL HUMANO: Passatempo

Durante a sessão de lançamento de Selecção, a segunda história da série literária O MAL HUMANO, lancei um passatempo. Para quem não assistiu a nenhuma das transmissões, porque não quis ou porque não pôde, vou deixar aqui um resumo.

Antes de continuar, convém relembrar que este projecto está a ser publicado apenas em formato electrónico. Com isto em mente, vamos ao passatempo. Para começar, terão de ir a uma (ou a todas) desta(s) plataforma(s),

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adquirir uma história da minha autoria, ou deste senhor ou deste, caso nunca o tenham feito. e deixar lá a vossa opinião. Não importa se é boa ou má, tem de ser uma opinião, de preferência com mais do que três palavras. (Para vos facilitar a vida, os sites de cada um destes três autores, além de muito jeitosos, têm páginas distintas para cada história, com links directos para estas plataformas.)

Podem fazer copy-paste das vossas opiniões em todas as lojas e plataformas. Em quantos sítios deixarem a vossa opinião melhor, porque no final vai ser feito um sorteio e quantas mais opiniões deixarem, mais hipóteses terão de vencer.

Só serão contabilizadas as opiniões recebidas a partir de 13 de Abril de 2017. (Para evitar que me escape alguma, sempre que deixarem uma opinião, enviem-me uma mensagem via email ou Facebook com o link.)

Quem vencer irá receber uma edição única e personalizada, em papel!, contendo estas três histórias:

MH 0.0 CAPAMH 0.1 CAPAMH 0.2 CAPA

e quem sabe que mais…

O sorteio será divulgado em directo na sessão de lançamento do próximo episódio de O MAL HUMANO, cujo título será Apreensão.

PROXY: comentários pré-leitura

PROXY é a mais recente antologia publicada pela Editorial Divergência, desta feita dedicada à temática cyberpunk. Ainda não tenho opinião a dar em relação às histórias, mas há pontos positivos que saltam logo à vista e que denunciam a vontade da editora em aprender com os erros e melhorar de projecto para projecto. Destaco aqui dois: a capa e o layout.

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A capa consegue atingir aquele equilíbrio entre ter um aspecto simples, mas ao tempo profissional. Em capas de projectos anteriores da editora havia elementos a mais, ou a menos. Esta consegue estar num ponto quase perfeito.

Quanto ao layout, só mesmo abrindo o livro e comparando o aspecto do texto com o de publicações anteriores (em particular com a sua primeira longa antologia) é que é possível perceber a evolução que houve.

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Brevemente, a leitura.

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Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico 2016 – Operação loop

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Querido Leitor.

Eu sei que ontem prometi, aliás, jurei duas vezes que iria publicar qualquer coisa sobre a participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras. Como deverás ter reparado, não houve nenhuma mensagem sobre a participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras. Conheces a frase “Quem mais jura, mais mente”? Foi para não contrariar o saber popular (e só por isso) que não escrevi nenhuma mensagem sobre a participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras.

Agora a sério, já irrita esta repetição sobre a participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras, não já? (Vamos a votos. Se achas que irrita, faz like. Se achas que ainda dá para repetir mais um pouco, partilha.) É que se era para escrever um post a repetir sempre a mesma coisa, mais valia fazer copy-paste. E se, em vez de estar sempre a falar da participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras, porque isso já tu percebeste, eu partilhasse qualquer coisa relevante? pbpm-sessao-5Algo como…

O grupo é composto por pessoas
Chegámos a ter um candeeiro de pé como candidato, mas depois viemos a saber que lia Chagas Freitas e partimos-lhe a lâmpada.

que escrevem,
Todos sem excepção, uns mais que outros, mas nem melhores ou piores. (Faço aqui um parêntesis na parvoíce para dizer o seguinte: por vezes os menos participativos são quem produz as melhores pérolas.)

eu faço parte desse grupo,
Caso ainda não tenhas percebido. Ou achavas que eu ia estar a gastar o meu tempo a escrever sobre a participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras só porque sim?

 e vamos estar no Fórum Fantástico
Alguns presencialmente, outros virtualmente, outros em espírito. Não porque tenham fenecido (porra!, fenecido. Granda vocabulário que eu amando!), mas porque vamos tentar fazer uma séance (ou sande, segundo o corrector automático). Além disso, vamos falar para pessoas e ouvir pessoas. (É capaz de haver balões, mas não me comprometo com nada.)

Basicamente é isto. Espero que tenha ficado tudo claro sobre o que se vai passar e que não seja preciso repetir nada.

(Já agora,se és daqueles que agonizou ao ver a meia-noite cair e nem uma mensagem sobre a participação do grupo Polícia Bom, Polícia Mau no Fórum Fantástico, este Sábado, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras, aqui fica o meu sincero pedido de desculpas.)

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Na sombra das palavras [Opinião]

O Livreiro, de Fábio Ventura ***

Quantas histórias existem numa livraria? Perguntem a um livreiro e é provável que ele vos diga: «mais do que há livros».

A ideia de uma mulher feita de papel e de histórias é interessante e, mais importante, está bem executada. Por vezes há um ou outro excesso de informação, mas isso é uma questão mais subjectiva do que técnica. O único ponto menos positivo foi a mudança de cenário no final. É uma explicação que não faz falta. Convém lembrar que nem todas as perguntas precisam de ter resposta.
A Lista de Deus, de João Ventura **

O mundo vai acabar. Um dia. Eventualmente. Nesta história acaba mesmo. A curiosidade do Homem assim provoca. A história em si tem muitas entrelinhas e padece de um problema grave: a falta de espaço para um desenvolvimento mais pleno e eficiente. As situações sucedem-se depressa demais e obrigam o autor a recursos como diálogos demasiado informativos porque não há tempo (ou páginas) para mais. É como mudar de um T4 para um T1 – com jeito cabe lá tudo, mas não é a mesma coisa.

O Panóptico, de David Camarinha **

Uma história com boas frases, excelentes passagens, mas ao mesmo tempo algo confusa. Demasiados elementos para pouco espaço e um uso da pontuação criticável, ainda que ousado. Demonstra bem que, antes de tentar inovar, primeiro convém saber fazer as coisas da forma mais tradicional.

O Labirinto de Papel, de Ângelo Teodoro ***+

Esta espécie de antecâmara do Inferno em ambiente de escritório faz-me lembrar o Inferno de Crowley (Sobrenatural) no tempo em que este reinava no submundo e em vez de chamas e enxofre, o sofrimento era infligido por filas e burocracia. Nesta história espera-se pela morte, perdão, pela amortização. Apreciei sobretudo a sobriedade da narrativa. Não há sobressaltos, não há pressas em chegar ao fim, até porque este não é surpresa nenhuma. O que inquieta mesmo é a antecipação…

Tabula Rasa, de Mário Seabra ****

Quanto tempo terá demorado o autor para escrever uma frase tão magnética como aquela que abre esta história? Se as outras histórias são pratos de 5€ e 10€, Tabula Rasa é uma sobremesa de 20€. Bom ritmo, boa escrita, diálogos reais, personagens bem diferenciados através de poucos traços. Encerra bem esta antologia e compensa tudo o que de menos bom ela teve. É uma história que funciona bem no formato conto, mas o tema e suas repercussões tem potencial para mais, muito mais. Mário, faz-te às teclas.