O Mal Humano: APREENSÃO (Destaque #4)

Durante a sua busca por Dinis, Fernando regressa a um local que já tinha sido ponto de encontro acidental num passado já distante. Desta feita, o regresso é calculado. Mas só até certo ponto. Fernando sabe onde vai, mas não ao que vai. Dado os extremos a que o amigo chegou, receia que possa ser tarde demais para o ajudar.

(Apesar de não fazer grande alarde disso, o restaurante onde esta parte da acção decorre é o mesmo da história IGUARIA, do João Dias Martins. Não é fundamental para a história, mas é uma curiosidade que fica.)

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Visto de fora o espaço parecia estar igual. Certas zonas das paredes tinham a tinta a descascar, de resto era como se os anos tivessem passado ao lado. A única diferença assinalável era um catrapázio a anunciar aquele como o melhor restaurante da zona. O melhor, tinha dúvidas que fosse, mas o único era capaz de ser.

No parque de estacionamento estavam três carros civis e um carro patrulha da Polícia Urbana. Foi inevitável pensar que a sua presença ali não era uma coincidência, apesar de saber que era. A não ser que o Dinis tivesse contactado mais alguém, seria muito difícil que eles estivessem ali por minha causa. Difícil, mas não impossível. Não podia pôr de parte a hipótese de algum colega andar a seguir-me.

Saí do carro e dirigi-me ao restaurante.

A casa estava quase às moscas. Os dois agentes da PU estavam sentados ao balcão — um bebia um sumo, o outro lia o Desportivo do dia. Um dos empregados passava um pano nas mesas, enquanto o outro preparava uma caixa com croquetes.

Pronta a encomenda, fechou-a e colocou-a em cima do balcão. O agente dobrou o jornal e enfiou-o debaixo do braço.

Alcancei o balcão e cumprimentei os presentes. “Boa noite.”

“Peço imensa desculpa, mas estamos mesmo quase a fechar”, disse o empregado ao balcão.

Notei o enfado, mas não fiz caso. Estar mesmo quase não era o mesmo que estar. “Era só uma informação, se possível.”

“Diga lá.”

Puxei da foto do Dinis que trazia no bolso, desdobrei-a e exibi-a.

“Não posso dizer que conheça.”

“Ele costuma, ou costumava, vir cá”, expliquei.

“Vem cá muita gente.”

O polícia com os croquetes espreitou e houve reconhecimento. “É o Lino.”

“Lopes”, corrigi-o. “Conhece-o?”

“Sei quem é.”

Mas não ia dizer mais sem saber as minhas intenções.

“Fizemos a tropa juntos. Ele disse-me que morava para aqui.”

O outro agente terminou o seu sumo e aproveitou para se imiscuir na conversa. “Essa foto é muito recente.”

“O meu colega tem razão”, disse o primeiro agente. “Há quanto tempo é que diz que não o vê?”

Quem eram estes? Starsky e Hutch?

“Pensando bem, é melhor vir cá noutra altura.”

Preparava-me para sair quando senti uma mão agarrar-me no braço. O meu corpo reagiu por instinto: torci o braço ao agente que me tocara e encostei-o ao balcão. O outro puxou da sua pistola, mas antes que pudesse usá-la, já eu tinha a minha apontada.

Adeus discrição.

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