A Imagem – um excerto

8239_524522344332192_1853699543_n«Nádia desconfiou que algo não estava não bem quando entrou na casa e viu que o seu interior estava vazio. Não apenas de pessoas, mas de móveis, objectos, adornos, odores e tudo o mais que compunha um lar. A luz estava acesa – uma simples lâmpada suspensa do tecto, sem candeeiros para enfeitar. Tinha a sensação de estar a entrar numa armadilha. Devia ter prestado atenção a esse alerta e fugido dali. Ao invés, a sua curiosidade fê-la precipitar-se a explorar a casa.

Passou pelas várias divisões e depressa concluiu que o melhor que tinha a fazer era sair dali. Aquele sítio estava a causar-lhe arrepios. Voltou à porta da rua e puxou o trinco.

Trancada.

Ela não tinha trancado a porta. Ou tinha?

Levou a mão ao bolso e tirou de lá a chave que usara para entrar. Só quando tentou colocá-la na fechadura é que se apercebeu que não havia ranhura no lado de dentro.

Agora sim, tinha razão suficiente para estar aflita e decidiu agir em conformidade com a situação, gritando a plenos pulmões e batendo na porta com toda a força.

Sentiu uma pressão no pescoço e depois o mundo ausentou-se.»

– in A IMAGEM, disponível grátis em https://www.smashwords.com/books/view/490073

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