Quem o diz não sou eu #3: Anton Stark

quemodiz3 Quando conheci o meu convidado desta semana, há cerca de dois anos num grupo do Facebook, a sensação com que fiquei pode ser descrita por se este tipo tem a lata de me aparecer à frente leva na boca. A animosidade não esmoreceu nos primeiros tempos, mas depois lá acalmou e pude perceber que afinal não é mau tipo. É só honesto. O que não é mau, é apenas inesperado. Apaixonado por fantasia e steampunk, publicou o seu primeiro romance (Downspiral: Prelúdio) em 2012 e está a trabalhar para que o próximo projecto de grande dimensão compense o tempo de espera. Um ponto a favor, que nunca é demais referir: Anton Stark é um autor que sabe fazer biscoitos.

Tiveste um início de carreira bem recebido com o teu “Prelúdio”. Já tens o segundo volume escrito, ou ainda não te recuperaste da tareia que deve ter sido escrever uma obra tão densa e detalhada?
Escrever o Prelúdio foi um desafio tremendo – uma tareia, sim – em particular considerando que ainda pouca experiência de escrita tinha (para não dizer nenhuma). E posso dizer sem vergonha ter sido demasiado ambicioso para as capacidades que tinha. Cometi demasiados erros, ignorei demasiadas questões. E aprendi com isso.
E aqui está a parte mais triste: precisamente através da experiência que ganhei com o Prelúdio, comecei a colocar a prioridade noutros projectos. O projecto “Downspiral” não está abandonado, de todo; e o manuscrito do segundo volume conta já com uma quantidade francamente razoável de palavras. Concluí-lo não se me afigura, no entanto, uma prioridade neste momento, pelo que demorará ainda um bocado até haver novidades nesse campo. Digo-o tendo plena consciência de que deixo desapontada uma ou outra pessoa que mais apreciou o meu trabalho. Tudo o que posso dizer é que – com sorte e bastante esforço – continuarão a sair outras histórias, outros livros passados nos Extremos do Norte. Algumas já por aí circulam (ainda que em Inglês). E quanto ao Prelúdio em si, anda a sir corrigido e melhorado aos poucos.

“Prelúdio” foi também o cartão de visita da Editorial Arauto, do qual fazes parte. Esse projecto ainda existe ou os actuais afazeres dos seus responsáveis têm mais peso?
O cerne do projecto, o embrião, ainda vive. Fomos demasiado imprudentes (para não dizer outra coisa) na nossa abordagem inicial, e acabámos por nos lançar no mercado (passe-se a expressão) sem uma noção estruturada das reais dificuldades em fazê-lo. Apesar disso, continuamos a acreditar na ideia-base e continuamos a desenvolvê-la, em silêncio e discretamente. O projecto editorial deverá regressar, talvez até com nova cara ou nova equipa. Até lá, andamos a trabalhar numa surpresa, que até agora está a correr de forma muito positiva. Mas shh, é segredo.

 Alguns autores resolvem publicar por conta própria devido a falta de resposta positiva por p6448360arte das editoras. No teu caso, foste um pouco mais longe e optaste por fundar uma editora. Passaste por esse processo de envio e espera ou decidiste começar logo a ditar as tuas próprias regras?
Ah bem, terei de repetir e esclarecer, como já tive de fazer várias vezes, o processo que deu origem ao meu livro. Para ser claro: eu não fundei uma editora; comecei, sim, um projecto editorial com amigos. Duas coisas radicalmente diferentes. A primeira é uma empresa no mercado, joga com um produto e com capital; a segunda é uma plataforma de experimentação editorial, fundamentalmente preocupada com as obras e muito menos com o lucro (não querendo isto dizer que não se procure sempre uma medida de sustentabilidade).
O projecto editorial da Arauto andou a ser engendrado ao longo de alguns anos por mim e pelo Mário Coelho, e decidimos dar um passo em frente quanto um nosso amigo e colega de curso demonstrou igual interesse e vontade de participação. O problema foi, segundo os objectivos do nosso projecto – isto é, a publicação de Ficção Especulativa nacional – não termos tido obra em que pegar à altura da criação. Sugeriu-se então entre nós três usarmos o meu livro como “obra da casa” de forma a providenciar um início de catálogo e uma possível fonte de fundos para os projectos seguintes. A experiência não correu da melhor maneira, é certo; mas ensinou-nos bastante.
Quanto ao meu livro em si, nunca chegou a ser enviado, e portanto recusado, para lado algum, apesar do que algumas más-línguas já chegaram a sugerir. O manuscrito foi concluído com o projecto da Arauto em mente e utilizado apenas por nós. Tendo dito isso, no entanto, eu creio que talvez viesse sempre a apostar numa edição de autor. Gosto de ter controlo sobre todos os aspectos da obra, de poder moldar a minha visão à vontade. Hoje em dia um autor tem meios mais do que suficientes para poder criar um livro com tanta qualidade quanto os de editoras normais. O problema será sempre dinheiro, e distribuição. Mas isso, neste momento, até para as editoras tradicionais já é problema (agravado)…

Outros autores recusados, e menos precavidos, caem com alarmante frequência no engodo das vanities. Darias algum alerta a alguém que decidisse publicar por esta via? Ou “para aprender a levantar, é preciso primeiro aprender a cair”?
Aprende-se muito na vida caindo, mas há diferenças entre cair por azar do destino ou tombar por ignorância, teimosia ou palermice. É nesta categoria que caem os autores que cometem a asneira de publicar numa vanity. O conselho que lhes dou é o mesmo que já foi dado várias vezes por tantos outros autores e gente do meio: examinem bem as coisas, informem-se, e afastem-se de uma vanity como o diabo da cruz. O dinheiro que gastariam numa vanity serve para encher o bolso a práticas que eu classificaria como fraudulentas e ilegais, e poderia ser muito mais bem aplicado numa edição de autor que vos asseguraria, pela mesma quantia, um bom serviço de revisão, de edição, e de desenho gráfico. Hoje em dia está tudo à mão de semear. Só é aldrabado quem quer.

 Mas há quem começa por aí e depois consegue chegar mais longe. 16056078
Há sempre excepções a uma regra.

 Depois do “Prelúdio”, vocês começaram a trabalhar numa tradução de “O Grande Gatsby”. Chegaram mesmo a fazer experiências de capas. Esse projecto foi um dos que ficou pelo caminho ou tencionam retomá-lo?
Essa foi uma daquelas ideias bizarras que nos passou pela cabeça – e que não fez mais que revelar a nossa falta de experiência na altura. O objectivo era diversificar ab initio a nossa linha editorial: de um lado Ficção Especulativa fresquinha, do outro, boas traduções de bons clássicos. Foi o clássico “querer fazer tudo ao mesmo tempo”. A ideia ficou pelo caminho, e não tencionamos retomá-la assim tão cedo, se de todo.

 A tua formação académica é em Literatura. És um autor que gosta sempre de seguir as regras todas ou às vezes apetece-te violá-las?
Bem, a minha formação é em Línguas, o que abarca Literatura, claro, mas não é um campo tão dominado pelo formalismo por vezes exagerado de quem segue as vertentes linguísticas e literárias. O que talvez tenha auxiliado, sim, a uma relação flexível e plástica com as regras. Mas o trabalho criativo obriga, por necessidade, a que haja sempre um tornear de directrizes, isto quando não se vai directamente contra elas. As regras, para um autor (e quem diz um autor diz um artista gráfico, ou um músico, ou um arquitecto, ou…), são sempre descritivas, nunca prescritivas.
Resposta curta, sem pedantismos: quando a história pede a que se violem as regras, não há hesitações. O formalismo nunca deve atrapalhar a construção de uma boa narrativa.

 Essa forma aberta de olhar para as regras parece um pouco como olhar para um clássico e dizer “fraquinho”. Isto é, não deixar que a opinião consensual se sobreponha à opinião própria. Achas que todos os clássicos merecem o seu pedestal?
Esta é daquelas perguntas extremamente perigosas de responder para um académico. Por uma questão de brevidade, vou ser imprudente e dizer: Não. Mas depende.
Vejamos: há sempre algo a aprender com os clássicos – seja positivo ou negativo -, sempre algo a respeitar neles. Certas obras ditas canónicas tornaram-se pedras basilares do mundo como o conhecemos hoje e merecem por isso o seu estudo e disseminação (nem que seja por um simples princípio de gnothi seauton, de auto-conhecimento: através deles, conhecemo-nos a nós e ao nosso mundo). Não nos podemos esquecer, porém, que há vários factores que entram na atribuição do estatuto de clássico e que, na maior parte dos casos essa classificação parte de um número muito reduzido de pessoas – geralmente académicos – que a impõe, por vezes, de forma muito arrogante, na sociedade como um todo. E impõem-no por motivos que vão desde a simples tradição (ou seja, a obra diz-se ser um clássico porque sempre assim foi considerada) a questões de estilo e gosto pessoal (uma obra ser considerada um clássico porque um académico influente decidiu que ela assim devia ser considerada, e ninguém ter contestado essa afirmação).
Estas divagações para dizer: quando se parte para a leitura de um clássico parte-se sempre de um pedestal, sempre. Mas cabe a cada leitor validar ou negar esses pedestais e nunca deixar que os livros lá permaneçam num simples “porque sim”. Acima de tudo, como noutras facetas da vida, nunca aceitar de mão beijada o que nos é dito. A visão crítica deve estar sempre presente na leitura, seja de que obra seja.

cronicas

O site Crónicas de Eos, criado por alturas do “Prelúdio”, já não está com grande actividade. No entanto, quem lá vai tem uma verdadeira wikipédia. Faz-te falta tudo o que criaste ou, na altura, deixaste-te levar pelo entusiasmo?
Ah, o Chronicles. Uma patética tentativa de criar um blog. Tal como o Prelúdio, também ele me serviu para aprender umas quantas coisas – a primeira das quais o facto de ser péssimo a gerir um blog. Falta de disciplina, talvez. Um dia terei de guardar todos os posts e deixar vago o endereço, para não infligir aquela maldade desorganizada a mais ninguém.
Quanto à criação de conteúdo, ela continua viva e de boa saúde. Aprofundar a minha mundicriação (seria giro ter-se uma palavra em português para world-building, e porque não esta?) são um passatempo e um prazer quase diários, para não dizer também uma necessidade própria na escrita. Daí a criação de pequenas peças – passagens de livros, folhetos, excertos de tratados cosmológicos, etc. – que me ajudem a fixar alguns aspectos do meu mundo no papel e, consequentemente, na memória.
Pode ser que um dia destes organize estes materiais e os publique num blog mais ajeitadinho. Pode ser que sim. Pode também ser que não.

 Esses “recortes”, chamemos-lhes assim, ajudam-te a dar mais substância às histórias ou servem apenas para te sintonizares no universo? Há quem use velas, música… No teu caso…?
Servem ambas as funções, diria eu. Ajudam-me a entrar melhor nas histórias, sem sombra de dúvida; mas conferem também mais solidez ao mundo, às próprias personagens… por vezes agem até como catalisadores para a criação de novas histórias; algo que já aconteceu mais que uma ou duas vezes.

 As histórias mais pequenas compõem uma história maior?
Exactamente. Cada história mais extensa acaba por funcionar como uma manta de retalhos.

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Por falar em conto, tens publicado vários trabalhos no Smashwords, tanto em português como em inglês. É apenas uma forma de chegar a vários públicos ou gostas de escrever nas duas línguas?
Vai muito além de uma questão de gosto. Funciono em quase todas as esferas da minha vida nas duas línguas, e na literatura também. Aliás, na literatura o Português sai a perder. Costuma dizer-se “tu és aquilo que comes”, e na escrita a coisa funciona exactamente da mesma maneira. Quando quase só se lê e se consome conteúdo cultural em inglês desde que se é jovem – pelos mais variados motivos, mas fundamentalmente porque o campo da Fição Especulativa em Portugal ainda é muito reduzido – passa a ser o inglês a assumir as rédeas do nosso raciocínio criativo. De uma maneira tal que se me torna mais fácil imaginar, criar e especular em inglês, a minha segunda língua, que no meu português materno. Não há, porém, como negar a vantagem de se chegar a um público mais alargado, principalmente um público com uma bagagem cultural tão diferente.

Dizeres que o inglês assume as rédeas do teu raciocínio criativo responde um pouco à minha pergunta seguinte, que era saber se essas histórias (que estão disponíveis em ambas as línguas) foram pensadas em português e passadas para inglês ou vice-versa.
São regra geral concebidas em inglês e depois passadas para português, sim (aquelas pequenas peças de mundicriação são todas corridas a inglês, aliás). Isto leva a que o meu português seja por vezes contaminado por construções sintáticas anglófonas, ou decalques, o que não é nada bom. Na escrita em português tenho sempre de me manter mais alerta, não vá escrever inglesismos por acidente.

Mudas frequentemente de português para inglês, ou vice-versa, a meio de uma história, se te surgir uma linha de diálogo ou que SÓ funciona naquela outra língua?
Não. Se começo uma história numa língua, ela vai até ao fim nessa língua, mesmo que eu tenha a certeza de que ela poderia vir a funcionar muito melhor noutra. Quando se me surge uma frase dessa natureza, aponto-a sempre num ficheiro específico que tenho, para que não se perca caso venha a fazer uma eventualmente adaptação da peça para outra língua ou, até, para peças futuras. Nunca descarto boas ideias, apareçam elas numa língua ou noutra.

Vamos às redes sociais. Gostas de participar em discussões e não tens por hábito amenizar as tuas opiniões, doa a quem doer. Quem te conhece para lá desses ambientes virtuais dirá que também és assim cá fora, ou o Anton real é uma paz de alma?
Paz d’alma seria sempre um exagero, no meu caso. Tenho por hábito entusiasmar-me a debater e, dependendo do assunto, posso tornar-me um bocadinho efusivo. Discutir seja o que seja, no sentido puramente intelectual do termo, dá-me uma satisfação tremenda. Aprende-se muito, sobre nós mesmos e sobre outros, discutindo. O problema das redes sociais é a falta de um contexto. As palavras surgem simplesmente atiradas para um ecrã, sem entoação, sem linguagem corporal que a emoldure. Assim, algo dito na maior das calmas e sem qualquer intenção de ofender pode ser tomado como um ataque – todos sabemos o quão fácil é uma discussão degenerar numa troca de galhardetes. Eu diria que se torna muito mais fácil debater com o Anton que surge ao vivo e a cores porque, apesar de as palavras serem as mesmas – e eu faço sempre questão, sim, de dizer exactamente o que quero, da forma mais clara e directa (e, por conseguinte, quase nunca politicamente correcta ou sensível) que me é possível – há sempre uma certa timidez, e uma linguagem corporal que demonstra claramente que eu só quero é conversar e nunca dar tareia a ninguém. Peace and love, man!

Não receias que a tua frontalidade possa afastar eventuais leitores? Ou preocupas-te apenas em seres tu mesmo e o resto que se lixe?
A minha principal preocupação, quando participo num debate – seja ele em linha ou ao vivo e a cores, é a honestidade intelectual. Daí seguir a minha frontalidade: coloco as coisas da maneira mais directa – bruta, para muita gente – que me é possível no momento, para que não possa haver grandes hipóteses de ser mal-interpretado. O que de algum modo acaba por acontecer, pelo menos nas redes sociais, dado que a maior parte das nossas interacções escritas não foi feita para arcar com total frontalidade e muita gente tende a tomar a minha franqueza e falta de paninhos quentes como insolência, arrogância, falta de educação ou tudo ao mesmo tempo. Isto pode, aliás, ter acontecido no decorrer desta entrevista.
Apesar destes problemas, no entanto, não me estou a ver a mudar o meu modo de dialogar tão cedo. Faz parte da minha maneira de ser, e cumpre a sua função num debate, que é a de deixar a minha posição abertamente clara. Quanto a leitores, lamentaria sempre a perda de algum por causa da maneira como me expresso. Mas acrescentaria que há o autor, e há a obra. Há que saber distinguir um do outro. E, apesar de bruto nas palavras, não sou intolerante, ou mal-educado, ou peco por falta de compreensão. Acho que até sou um tipo simpático. Faço biscoitos e tudo.

O argumento da honestidade é bom, mas o que atrai mais são os biscoitos.
E já que estamos numa de honestidade, quem são as tuas grandes influências?
A minha resposta da praxe: influências são tudo. É uma resposta um bocadinho vaga e irritante, bem sei, senão mesmo pedante; mas a simples verdade é que, na escrita, um autor vai buscar partes a tudo o que o rodeia. Uma das minhas grandes influências é o cinema, por exemplo. Auxiliou-me em muito com quebras dramáticas, com a construção de tensão.
Mas estaria a ser obtuso se não soubesse que a pergunta é sobre influências literárias. Assim sendo, alguns dos autores cuja leitura me ajudou na formação de um estilo próprio são Joe Abercrombie, George R. R. Martin, China Miéville, Terry Pratchett e David Gemmell. Em Português, João Botelho tornou-se uma influência bastante positiva no meu estilo mais recente.
Sinto alguma pena em não conseguir listar modelos femininos, mas não tenho dúvidas de que virão com o tempo.

João Botelho, o cineasta?
Esqueci-me do resto do apelido: João Botelho da Silva, para não confundir com o cineasta.

Fazes questão de não se confundir um com o outro (no sentido de ficar claro qual deles é para ti referência) ou é-te indiferente?
Convém que não se confundam, até porque usar “Botelho da Silva” é o mais comum. Mesmo que não se ache particular piada a um conto ou outro (ou ao único romance que ele deixou), a prosa dele é algo de absurdamente belo.

 1954948616044182Habitualme15767109nte, trabalhas numa mistura de steampunk com fantasia. É onde te sentes mais à vontade ou as tuas experiências noutros géneros literários ficaram aquém das tuas expectativas?
É genuinamente onde me sinto mais à vontade. É um campo que me permite mexer com a imagética que mais gosto, que mais prazer me dá de conceber. É a minha caixinha de areia predilecta. Mas também me vou aventurando, quando a inspiração me dá para isso, por outras áreas. Com maior ou menor sucesso, claro; e não há como não tropeçar por vezes. Mas como um valente trambolhão acaba por ensinar mais que uma sucesso à primeira, não é como se me pudesse queixar.

 Essas tentativas passam por escrutínio público ou ficam no domínio do privado?
Dadas uma certa dificuldade e uma certa lentidão minhas em terminar contos, bem como algum “saltitanço” entre diferentes projectos, acabo por ter sempre várias peças a aguardar conclusão. E fica sempre qualquer coisa na gaveta, para ser melhorada, aprimorada. Sempre que possível, no entanto, tento mostrar o que faço. A crítica é uma parte essencial do meu trabalho. Sem crítica não se aprende.

 Mas nesse caso a crítica é apenas tua. Ou arriscas mostrar um produto inacabado?
Mostrar produtos inacabados é uma necessidade criativa minha. Sempre que me sinto mais inseguro na escrita – algo que acontece com uma frequência tremenda, às vezes até de frase a fase – tento sempre pedir a opinião de terceiros. De amigos, evidentemente, mas também de colegas e outras pessoas que não me são tão próximas, de forma a reduzir o risco de parcialidade. Não é exactamente colocar um produto inacabado ante o grande público, é certo; mas qualquer peça minha terminada passa sempre por muitos outros pares de olhos que não apenas o meu antes de ser finalmente disponibilizada.

O que é que os teus leitores podem esperar da tua parte num futuro não muito distante?
Para quem domina o Inglês, podem esperar um projecto em que ando a trabalhar há já uns mesitos largos, e uns quantos contos no entretanto. Em Português, por agora, há ideias, mas ainda não comecei a passar nada para o papel. Pode ser que surjam sempre surpresas, mas shh, são segredo.

 Estou a par de alguns desses segredos, mas ficarei calado até avisares que podem ser revelados. Obrigado pelo vosso tempo e até uma próxima.  E quem estiver a ler não se esqueça: comente e partilhe. Volto para a semana. Ainda não sei com quem.

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