A Imagem: excerto

«O choque de descobrir que tinha acabado de dar um tiro nele próprio fez com que regressasse à divisão principal da casa. Tinha a mão no trinco, prestes a abrir a porta verde para atravessar para o outro lado. Largou o trinco e recuou assustado. A memória desabou sobre ele como um vagalhão.

O seu nome era Zé, tinha entrado na casa há… Quanto tempo? A cabeça doía-lhe como se tivesse levado um pontapé valente. Ou um tiro. Lembrou-se do que acontecera na praia e pensou talvez tivesse. Nada fazia sentido. Aquela casa estava a dar-lhe cabo do juízo. Só podia. Tinha que sair dali e depressa.

Correu para a porta principal. Quando estava prestes a abri-la lembrou-se que estava trancada da última vez que tentara isso. Mesmo assim, tentou e teve sorte.

Um pouco mais aliviado, mas muito longe de estar calmo, saiu da casa e dirigiu-se para o carro onde os seus companheiros o aguardavam. Atravessou a rua, virou na esquina e viu-se num beco sem saída.

Não tinha vindo por ali. Olhou para trás. Tudo mudara. Onde raio é que tinha vindo parar agora? Por sorte tinha com que se defender. Levou a mão aos bolsos e percebeu que não.»

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