A Imagem: Passos Finais

A páginas de terminar a segunda revisão exaustiva de A Imagem – à qual se seguirá uma leitura completa para limar alguns pontos em aberto (continuity issues) – apetece-me dizer que estou cansado. Cansado, mas satisfeito.

A Imagem foi escrita entre 18 de Maio de 2009 e 27 de Março de 2010. Estão quase a passar três anos. Às vezes sinto que estou a deixar o tempo passar depressa demais. Nãoque eu tenha poder sobre o Tempo – não tenho -, mas assumo sem hesitar que poderia estar numa fase mais avançada.

A verdade é que não tenho estado parado. Desde que terminei A Imagem escrevi mais um livro e publiquei outro (se juntar os artigos publicados em blogs e em jornais isso dá mais três ou quatro). Quis seguir a regra de deixar passar algum tempo antes de começar as revisões. O problema foi que exagerei um pouco no tempo de espera. Ainda as revisões não tinham começado e já eu estava a escrever o próximo volume. Sendo certo que o próximo volume será uma história diferente não seria problemático eu deixar A Imagem para mais tarde. O único problema seria depois ficar com dois romances para rever em vez de um e ficar o dobro do tempo (ou mais) sem publicar.

Para um autor desamparado – por instituições, não por pessoas (obrigado fãs!) – como eu, o tempo entre publicações é tão importante quanto aquilo que se publica. Aceito que não se pode apressar a qualidade, mas também (e agora falo para mim e para outros como eu) não podemos adiar e esperar que se lembrem de nós. A presença que muitos autores (man)têm nas redes sociais, fanzines e antologias assegura a sua memória junto dos internautas.

Mas fora deste meio será que somos lembrados?

Os leitores que compram e leiem os nossos livros e que não têm qualquer contacto com Facebooks, twitters, blogs e nada relacionado com a Internet só nos conhecem pela edição em papel. Perante o mar de informações e partilhas em que o Facebook por vezes se transforma, às vezes penso se este meio clássico e arcaico não constitui um meio mais eficaz de divulgação. Sim, através das redes sociais conseguimos divulgar os nossos livros a centenas de pessoas com um clique. Porém, dessas centenas quantas é que realmente o adquirem? O contacto pessoal continua a ser o melhor meio. Podemos falar com uma pessoa de cada vez, mas se essa pessoa mostrar interesse (através de uma aquisição real, não apenas de um like automático), não há qualquer ponto de comparação.

Voltando à A Imagem, resta-me dizer duas coisas: primeira, assim que terminar a minha parte vou entregar o livro a duas pessoas cuja honestidade e sentido crítico farão maravilhas pelo texto. Isto, se eles aceitarem. Perguntei-lhes se estariam interessados e eles disseram que sim; só que isto foi há meses. Entretanto, continuam vivos, mas a disponibilidade pode já não ser a mesma.

Enfim, culpa minha por ter sido preguiçoso. Por sorte, sou um encanto de pessoa, senão não me suportaria.

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