CONTOS a sorteio

Durante esta semana divulguei este quatro contos na minha página oficial de Facebook. Até às 23:59 deste Domingo (17 de Dezembro de 2017) eles estarão em votação. O mais votado será sorteado entre os votantes através do site random.org. O vencedor terá direito a uma edição única e personalizada do conto vencedor. E talvez mais um extra a que só ele (ou ela) e mais ninguém terá acesso.

Deixa o teu voto na secção de comentários abaixo ou no post correspondente no Facebook. Podes votar em várias histórias, mas só uma vez por história.

À HÓME! (post no Facebook)

A PRIMEIRA MIÇSSÃO (post no Facebook)

A SOPA (post no Facebook)

O ATRASO (post no Facebook)

Em caso de dúvida podes clicar em cada uma das capas para mais informações.

À Hóme! (Capa Actual)A Primeira Miçssão (Capa Actual)A Sopa (Capa Actual)O Atraso (Capa Actual)

Black Friday? Sim, mas ao contrário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Black Friday não é para mim. Seja como consumidor, seja como vendedor, não é o meu tipo de iniciativa. Admito: é possível encontrar algumas coisas interessantes, a preços de facto interessantes. Como consumidor, essa parte interessa, porém quão útil me é um produto só porque está com 30% a 50% de desconto? A resposta é: aproveita que está barato e compra. Depois logo se vê.

Não, este ano não fui (nem vou) à Black Friday. Tal como no ano passado. Até porque, segundo algumas fotos (cuja veracidade não pude apurar), os preços de alguns produtos eram exactamente os mesmos que dos outros dias – apenas mudaram os stickers.

Como vendedor, para mim, a Black Friday é ainda pior. Se a ideia é colocar os produtos com desconto, e se os meus ebooks já estão ao preço mínimo permitido por cada loja, ou mesmo grátis, que espécie de promoção posso oferecer para incentivar a compra?

A resposta é: nenhuma. Portanto, se não posso baixar mais os preços, aumento-os. É claro que uma medida destas (além de dificilmente aumentar as vendas) só podia ser tida por alguém que pouco ou nada percebe de vendas. Contudo, é igualmente possível que alguém olhe para estes novos preços e pense: “Eh lá, isto é coisa para me custar um rim. Deve ser bom.”

Nota: os preços apenas duplicaram (de 0,99€ para 1,99€, por exemplo); vou manter assim uma semana, depois volto a duplicar. Já estive no mínimo permitido e não resultou grande coisa; agora vou escalar até ao máximo permitido. Pode ser que resulte.

A mesma casa, mas diferente

avulso-21.jpgSe tudo correr conforme o previsto, no início do próximo ano mudar-me-ei para um novo espaço: este. Pronto, não será bem uma mudança, visto que a morada vai continuar a ser a mesma, mas a casa vai mudar. Tenho um empreiteiro a fazer um T3 porreiro e assim que estiver pronto, adeusinho http://www.joelggomes.com, olá http://www.joelggomes.com.

Entretanto, uma vez que isto não ficaria completo sem a tua marca, quero pedir-te um comentário sobre mim (enquanto pessoa que escreve) ou sobre alguma história minha (que tenhas adorado) – duas, três frases, não mais que isso. Em troca não vais receber nada, além de um agradecimento e a possibilidade das tuas palavras constarem algures no meu hall de entrada.

(Talvez recebas alguma coisa, talvez não. Não quero subornar a tua opinião com prendas e elogios vazios, minha doçura.)

Tens uma semana. Depois disso, vou começar a fazer vídeos e a contactar pessoas directamente. E tu poderás ser uma delas.

ACEITAÇÃO: um excerto

MH-BVT (1)A viagem até ao Centro de Contenção de Évora demorou quase tanto tempo quanto o processo de admissão nas instalações. Quem pedia acesso tinha de aguardar que a sua identidade fosse verificada (não apenas a documentação submetida, mas também tipo de sangue, impressões digitais e impressão de retina), as autorizações confirmadas — para no final estar tudo dependente da aprovação do Director.

O mundo estava cheio de pessoas com habilidades. Muitas passavam a vida inteira sem nunca as usar. Outras usavam, nem sempre com boas intenções. O primeiro Centro de Contenção tinha sido construído em finais dos anos 80, quando alguém se apercebeu que não fazia sentido existir uma equipa de investigação de crimes de âmbito sobrenatural se esses criminosos eram depois colocados numa prisão comum da qual poderiam evadir-se com facilidade. Ou pior.

A autorização chegou finalmente e Fernando e Hélder foram levados até à ala 17, onde estavam alojados os chamados condutores.

“O que nós vamos visitar, é bom ou mau?”

Fernando ignorou a pergunta. Hélder ficou contente por isso. Não lhe agradava a facilidade com que desconsiderara a humanidade de alguém que tivera o azar de nascer diferente. Se Simões estivesse ali, bem podia ouvi-lo.

“Os médicos lá de fora achavam que ele era esquizofrénico. E estavam certos, em parte. Ele era esquizofrénico, mas era também um condutor. Os medicamentos enfraqueceram as suas defesas e as últimas entidades que canalizou levaram-no à loucura. Os pais encontraram-no inconsciente a sangrar dos ouvidos. Rebentou os próprios tímpanos, só para calar as vozes.”